Paralisia cerebral é o termo usado para dizer que uma pessoa apresenta distúrbios motores, do tônus e postura, que podem ser acompanhadas de alterações sensoriais, da cognição, comunicação e comportamento, de caráter não progressivo, ou seja, que não piora com o passar dos anos.
A causa é uma lesão, uma injúria (machucado), ou mal formação que ocorreu no cérebro em desenvolvimento, isso é, antes dos 2-3 anos de idade.
A palavra “paralisia” faz com que se pense em uma situação de imobilidade, irreversível, sem melhora, mas devido a plasticidade cerebral (que é a capacidade do cérebro aprender), que é intensa nos primeiros anos
de vida, uma criança que tem uma lesão no cérebro tem muito mais capacidade de recuperação, que uma pessoa que teve a mesma lesão mas já é adulta, além disso, essa lesão não piora com o passar do tempo.
O nome paralisia cerebral foi usado pela primeira vez em 1843 por um ortopedista inglês chamado William Little, que descreveu um grupo de crianças com diplegia espástica (fraqueza nas duas pernas) e depois em 1897 Sigmund Freud usou o termo para diferenciar as paralisias que ocorriam em crianças das que aconteciam em adultos. Ao longo dos anos, o conceito da paralisia cerebral foi mudando.
Você pode encontrar em artigos científicos outro nome para paralisia cerebral, geralmente se usa o termo encefalopatia crônica não progressiva.
Quando identificado que uma criança apresenta atraso do desenvolvimento é indicado estimulação, e é imprescindível o apoio da família, que deverá atuar junto com os fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e outros para que a criança possa superar suas limitações.
A espasticidade está presente em 75% a 88% das pessoas que apresentam paralisia cerebral! Assim, pode ser necessário o uso de medicações orais, tópicas ou a aplicação de Toxina Botulínica tipo A para o tratamento da espasticidade. Atualmente, também temos usado a estimulação transcraniana por corrente contínua visando a redução do tônus muscular a fim de facilitar o movimento.